Entenda os riscos de compartilhar a sua internet
  • 27/09/2022
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Entenda os riscos de compartilhar a sua internet

Compartilhar a senha do seu Wi-Fi com vizinhos pode parecer uma atitude inocente e amigável. Mas, saiba: essa ação esconde consequências perigosas!

Você vai lá, faz várias pesquisas e finalmente contrato um plano que atende as suas necessidades. Mas a partir daí, pode surgir um dilema: seu querido vizinho, percebendo sua alegria de navegar em alta velocidade, sugere que você compartilhe o seu sinal Wi-Fi com ele.

Quando você menos percebe, o seu plano de dados está sendo utilizado por muitas pessoas diferentes. O vizinho, as visitas do vizinho, o vizinho do vizinho. Por mais que seja um gesto de solidariedade, o fato é que compartilhar internet pode trazer vários problemas e dores de cabeça.

Compartilhar internet afeta a segurança

Quando você opta por compartilhar internet com terceiros, você fica mais vulnerável a invasões, comprometendo a sua segurança. Isso pode ser explicado pois o Wi-Fi funciona por meio de computadores ligados entre si – seja por um sinal elétrico ou de rádio. E se você compartilha a internet com terceiros, significa que todos estão compartilhando informações.

Nesse caso, a segurança dos dados fica vulnerável, pois mesmo que você compartilhe com pessoas de confiança, alguém até mesmo de fora pode acessar a rede e ter acesso aos computadores, colocando seus dados em risco. Mesmo que isso possa acontecer também quando a gente não compartilha, é fato que esse compartilhamento aumenta o risco.

A pessoa que tem a senha da sua internet pode bisbilhotar o que o você está fazendo, está acessando, e ter acesso a informações privilegiadas. Além disso, o usuário pode não saber, mas se sua máquina for contaminada por um vírus ele pode se espalhar por toda vizinhança.

Compartilhar internet pode gerar problemas legais e com a polícia

A atitude de compartilhar internet soa como uma boa ação, mas pode trazer muita dor de cabeça para quem assinou o contrato. Em vigor desde 2014, o Marco Civil da Internet prevê direitos e deveres dos usuários de internet. Nesse caso, existem regras de conduta dos usuários e também dos provedores para que sejam criadas regras de rastreamento de crimes eletrônicos (como a pedofilia ou vazamento de dados por hackers, por exemplo).

Imagine, portanto, que você decide compartilhar internet gentilmente com uma pessoa que possa cometer esses tipos de crimes – ou que repasse a sua internet para terceiros que cometem crimes dessa natureza. Nesse caso, é o seu IP (como se fosse o número de identidade do seu computador) que será identificado.

Uma vez constatado o uso daquela rede para fins ilegais, o responsável pelo contrato pode ter que responder pelo ato. Caso alguém cometa algum crime como fraude bancária ou transmissão de arquivos de pedofilia, por exemplo, a primeira pessoa a ser investigada é a contratante do serviço de banda larga.

Se um vizinho invadir algum site usando este compartilhamento, o contratante do serviço é que será responsabilizado legalmente por isso. Quem fornece a senha ainda pode ter que se preocupar caso o contrato com a operadora proíba a prática.

Os riscos de compartilhar internet com todos

Em determinados momentos, como durante as manifestações que ocorreram no Brasil em 2013, campanhas pedem que as pessoas tirem as senhas de suas redes de internet Wi-Fi. É uma forma de deixar suas conexões livres para outros usuários poderem usá-las e se comunicarem mais facilmente.

Entretanto, é importante lembrar que, ao abrir seu sinal, o dono da rede Wi-Fi fica vulnerável: além de a velocidade cair com o compartilhamento da conexão, também aumenta a possibilidade de seu computador ser invadido. O uso de senha e criptografia é a primeira exigência para ter uma rede segura, segundo especialistas.

Além da questão da segurança, cobrar por sinal compartilhado de internet pode ter implicações legais. Algumas empresas dizem ainda no contrato que o compartilhamento de rede (como no caso em que a conexão está aberta) é considerado ilegal.

De acordo com a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), quando um assinante monta uma rede Wi-Fi, ela não pode exceder o perímetro da residência. Além disso, o contratante do serviço não pode comercializá-lo com ninguém, independentemente de ter lucro ou não.